Limpar muito a casa pode ser prejudicial para a saúde!


É verdade que ter a casa limpa e organizada é o sonho de qualquer dona de casa. Porém, muitas vezes a limpeza transforma-se numa obsessão e pode trazer problemas de saúde.

Também é preciso ter muito cuidado com os produtos que usamos porque uma boa parte deles são tóxicos e nocivos.

Além de danificar o meio ambiente, o abuso de produtos químicos para a limpeza da casa pode chegar a ser prejudicial para a nossa saúde, já que inalamos os compostos.

Quando limpar muito a casa se torna uma obsessão

Todos os excessos são ruins, costuma-se dizer. Isto cumpre-se inclusive quando pensamos que fazemos algo para o próprio bem daqueles que nos rodeiam.

No caso da limpeza da casa, muitas pessoas transformam essa tarefa em uma obsessão doentia.

Quando alguém insiste em limpar de maneira persistente e ansiosa, muda o humor e o ânimo e se a pessoa encontra um objeto fora do lugar ou começa a repassar pela mesma divisão durante horas, é porque sofre de uma patologia.

Este tipo de comportamento transforma a pessoa em um “maníaco por limpeza” e não tem a capacidade de controlar as suas ações.

A ideia da ordem e da limpeza é a única coisa que passa pela mente dessa pessoa.

Fala-se também de que o indivíduo sofre de um Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC) que se caracteriza por uma obsessão irracional e uma compulsão por certa atividade ou tarefa.

Como detectar uma obsessão pela limpeza

No que se refere à limpeza, pode se dever a uma preocupação excessiva por ficar doente ou se contaminar.

Por isso a limpeza de certos espaços ou superfícies (como a bancada da cozinha, a mesa da copa ou a pia das mãos) se tornam uma viam de escape para acalmar a angústia e a ansiedade.

Quando há uma obsessão por algo é porque o pensamento é alterado e, assim, certas ações se repetem de forma persistente. Em muitos casos a pessoa nem se quer se dá conta de seu problema de limpar muito a casa,ou não quer reconhecê-lo.

É necessário prestar atenção em alguns sinais que podem nos indicar a presença de um transtorno obsessivo em relação à limpeza.

Alguns indícios que não podemos deixar de lado são:

  • Passar horas a limpar o WC.
  • Organizar milimetricamente os objetos da sala.
  • Limpar a cozinha cada vez que alguém usa.
  • Andar com um pano ou espanador por toda a casa.
  • Não conseguir dormir se algo está fora de lugar.

Isto não significa que se um dia do fim de semana nos ocupamos a limpar a fundo a casa, tenhamos um problema.

A obsessão começa quando, por causa da limpeza, perdemos outras atividades como, por exemplo, aproveitar o jardim em família ou ir ao cinema.

O uso excessivo de produtos de limpeza é prejudicial

Sem chegar ao extremo de ter uma obsessão com a limpeza, podemos falar de outro problema habitual nas casas atuais: o uso de certos produtos de limpeza que afetam nossa saúde e a de nossa família.

Quando nos dizem a palavra “contaminação”, com certeza pensamos num lugar cheio de sujidade ou na poluição atmosférica.

Porém, em casa também podemos estar a prejudicar o meio ambiente com nossos hábitos quotidianos de limpeza.

Assim como você está a ler, numa casa normalmente guardamos entre 3 e 5 litros de materiais tóxicos em forma de produtos de limpeza e fertilizantes para plantas.

Os produtos de limpeza mais usados (detergente, alvejante, etc.) podem provocar vários efeitos nocivos, tais como:

  • Problemas respiratórios.
  • Transtornos no sistema endócrino.
  • Irritação ocular.
Quais os riscos de limpar muito a casa

Os produtos de limpeza contaminam o ar de dentro das casas (o qual pode estar até 5 vezes mais turvo do que o ar da rua)

Além disso, não são estranhos os casos de erupções, náuseas e queimaduras causadas por estes produtos que se supõe que ajudam a limpar e desinfetar.

Quando entram em contato com a pele e os pulmões, os artigos de limpeza podem causar danos como, por exemplo, alergias ou intoxicação.

Também não podemos esquecer o uso de detergentes para a roupa, os quais atravessam a pele e cujas substâncias respiramos quando usamos as roupas.

O detergente que usamos para lavar louça contém uma substância chamada dioxano, que é a principal contaminante das águas subterrâneas.

A sua toxicidade é muito alta e não se degrada tão facilmente como outros componentes.

A lixívia (água sanitária) e os seus efeitos na saúde

A lixívia é considerada um dos produtos de limpeza mais potentes que existe, mas não é totalmente segura.

Descoberta em 1774, pode ser usada para branquear certos materiais e, como é solúvel em água, é usada na limpeza da casa já há muitos anos.

O poder antibacteriano da lixívia (ou cloro) é muito potente.

Porém, ao invés de pensar que é nossa salvação na hora de matar microrganismos que nos adoecem, devemos lembrar que o seu uso ao longo do tempo também afeta o nosso sistema imunológico (porque não sabe diferenciar as bactérias boas das ruins).

Além disso a lixívia causa queimaduras na pele, irritação nos olhos e mucosas, reações respiratórias e queda de pressão e de oxigénio no sangue.

Principalmente, é prejudicial para as crianças menores de 12 anos, em quem aumenta a possibilidade de sofrer problemas como sinusite, pneumonia ou bronquite.

Como se tudo isso não fosse suficiente, o cloro desequilibra o meio ambiente e contamina os solos, a água e o ar.

Em conclusão, a limpeza do lar deve ser uma tarefa agradável e não se tornar uma obsessão. Somente leve em conta de moderar no uso dos produtos químicos para evitar reações indesejáveis.


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