Crushh, a aplicação que descobre quem gosta mais de ti!

Para já, a Crushh oferece apenas um diagnóstico, mas o criador diz estar a trabalhar com sociólogos e psicólogos para introduzir o aconselhamento.

Há uma app que analisa as mensagens de texto em busca de sinais de afeição. Chama-se Crushh e promete descobrir quem mais gosta de si através de um algoritmo que lê as mensagens e que consegue interpretar os afetos. A app, disponível para dispositivos Android desde o dia 29 de abril, lê as interações, analisa a frequência, a responsividade e o sentimento e, com recurso a tendências demográficas, atribui uma classificação numa escala de um a cinco, em que quanto mais elevado o valor, mais forte é o sentimento da outra pessoa. Há um senão: só verifica SMS, pelo que as comunicações via WhatsApp ou Facebook Messenger não podem ser analisadas.

“Tendemos a analisar demasiado as mensagens e a pedir a opinião dos amigos, esperando que sejam objetivos. Mas não conseguem. Imaginem então um amigo, que na verdade é uma máquina, com uma memória perfeita e que consegue aprender com centenas de milhares de relacionamentos”, explicou Es Lee, o criador da Crushh, ao Guardian. A app nasceu em Nova Iorque, quando um amigo de Es Lee se mudou para a cidade e teve dificuldades nos primeiros encontros. Inicialmente, o criador esperava que a app fosse mais popular entre os mais jovens – e mais inexperientes em relacionamentos -, mas a recetividade foi mais alargada. Além da pontuação geral, a app apresenta um gráfico para as variáveis envolvimento e interesse, que quantificam a frequência do contacto e a rapidez de resposta, no que diz respeito ao envolvimento, e, para medir o interesse, os recursos usados nas mensagens, como os emojis. Para já, a Crushh oferece apenas um diagnóstico, mas Es Lee diz estar a trabalhar com sociólogos e psicólogos para introduzir o aconselhamento. O fundador da app reconhece que, em termos éticos, o princípio é “algo assustador”, mas que já que as pessoas vão continuar a analisar as suas mensagens, que usem a tecnologia “em seu benefício”.


Segue-nos no Facebook: