Carta aberta ao nosso Capitão antes da grande final! Emocionante!


Hoje, daqui a pouquíssimas horas a nossa Selecção, a Selecção de todos os Portugueses, está pela 2ª vez na sua história na final de um Campeonato da Europa.

A última foi há 12 anos, aqui em casa, em Portugal, no estádio da Luz, uma noite de má memória em que os gregos levaram o tão ambicionado troféu.

Hoje podemos mudar a história, podemos ser nós a levantar a taça de Campeões Europeus, e nós, todos os Portugueses acreditamos!

Temos 23 verdadeiros guerreiros, verdadeiros heróis do mar, que contra todas as expectativas e previsões chegaram à final de Paris.

O nosso seleccionador acreditou desde início, disse que só vinha para casa dia 11 e mostrou que os portugueses estão aí, na luta, entre as melhores selecções!

Hoje é o nosso dia!

Força Rapazes!

Aqui está uma carta endereçada ao nosso Capitão, Cristiano Ronaldo!

Vale a pena ler! É emocionante!

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“Tu ainda és o menino que suspirou para não chorar compulsivamente naquela fatídica noite, tu ainda és o adolescente imberbe que se revoltou por veres o destino alterar a trajectória.

Sem o choro e a revolta dessa noite, tu não terias a força que te empurra da cama uma hora mais cedo que os teus colegas, todos os dias, não conseguirias encontrar razões para fazer horas-extra no ginásio, não cumpririas, à risca, planos nutricionais. Não te sacrificarias. Não da mesma maneira.

Esse choro e essa revolta fizeram de ti melhor profissional. Perdão, fizeram de ti “O” melhor profissional. De 2008, 2013 e 2014. Três vezes. Que podiam ser quatro. Ou mesmo cinco, se não voltasses a ser injustiçado. Mas tu sabes lidar bem com isso. Sabes que quem trabalha é sempre recompensado e sabes perfeitamente que não é o sucesso que vem ter contigo, és tu que tens de ir ter com ele. E conquistá-lo.

É “só” subires a dura escadaria de imensos degraus e obstáculos que lhe dá acesso, ganhando valências à medida que desbravas caminho. Características que outros, iguais a ti, não conseguem ter. Quase que super-poderes, que te aproximam da glória.

Tu sabes do que eu estou a falar. 4 anos depois daquela fatídica noite elevaste-te como ninguém e cabeceaste a bola para o fundo das redes, num golo decisivo para a tua primeira vingança. A tua primeira Champions. 3 anos mais tarde, depois de 103 minutos de desgaste físico intenso, entre dois eternos rivais, foste capaz de fazer o mesmo para oferecer uma Taça do Rei ao teu Real Madrid, com quem virias a tocar o céu mais duas vezes: a tão ansiada Décima e a Décima-Primeira do Real.

Não estavas a 100% em nenhuma dessas finais, mas bateste o recorde de golos na primeira e foste o autor da grande penalidade que decidiu a segunda.

Golo-Portugal-Euro-2016

Pelo caminho, tornaste-te no melhor marcador de sempre. Da Liga dos Campeões. De um dos clubes com maior e melhor história no mundo inteiro. De uma selecção que teve um dos melhores jogadores de sempre… e do Europeu. Para já, estás igualado com o Platini, sim, mas eu sei que não vais deixar a história ficar assim.

Porque tu és as tuas memórias, o menino triste e adolescente imberbe, que lutou com tudo o que tinha para que não voltasse a sofrer como sofreu naquela fatídica noite de 2004. Tu lutaste para voltar a ter outra oportunidade. Ei-la. Agarra-a! Como só tu sabes, como só tu podes! E mata, de uma vez por todas, o teu trauma. Que também é meu. Que também é o dos meus pais, do meu avô, dos meus amigos, dos meus tios, dos meus vizinhos, dos meus mentores, dos meus professores.

Já conseguiste ajudar a curar a maldição dos Patrícios de 1984. O Velodróme passou a ser amigo. Falta a da nação de 2004. Para que a final de um Europeu seja sinónimo de felicidade.

A caça ao trauma abriu em Outubro e termina hoje. Contigo! Limpa-nos as lágrimas, de uma vez por todas, e leva-nos à glória… Capitão!”


One Comment

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  1. Apesar de ser o capitão, não é só o Cristiano que deve ser idolatrado como se a equipa fosse apenas ele!
    Acho que os colegas de equipa têm motivos para se sentirem postos de lado.
    Que seja elogiado o coletivo e não uma individualidade!

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