Afinal a China não acabou com o festival de carne de cão (e está a decorrer de 21 a 30 de junho)


Festival da Carne de Cão avança apesar dos protestos.

Durante 9 dias de evento, na cidade de Yulin, estima-se o consumo entre 10 a 15 mil cães. O festival começou este domingo, dia 21 e terá fim a 30 de junho.

A cidade de Yulin recebe nesta semana um festival gastronómico em que a carne de cão é a principal iguaria. Mas este é um costume que cada vez mais é posto em causa pelos jovens chineses, sobretudo em ano de covid-19.

Todos os anos, no final de junho, milhares de cães são sacrificados na cidade de Yulin, no sul da China, no famoso “Festival da Carne de Cão”. No entanto, o coronavírus salvará a vida de alguns animais este ano. A pandemia, que causou a morte de mais de 470 mil pessoas, surgiu no final de 2019 num mercado em Wuhan, no centro da China, no qual se vendiam animais vivos. A partir de então, as leis para o comércio de animais foram reforçadas.

O consumo de carne de cão é tradicional na China e, de acordo com o a tradição, comer carne durante os meses de verão traz sorte e saúde. Alguns também acreditam que a carne de cão pode afastar doenças e aumentar o desempenho dos homens.

Desde o início, este festival recebeu várias críticas, quer na China quer internacionalmente. Vários ativistas denunciaram que os animais são abatidos desumanamente e que as práticas de higiene no festival não estão de acordo com os regulamentos chineses. Há também acusações de que cães são trazidos para Yulin de toda a China em condições apertadas, e os visitantes do festival relataram ter visto alguns animais com coleiras, indicando que são animais de estimação roubados.

Os ativistas dos direitos dos animais salvam centenas de cães todos os anos, organizando verdadeiros ataques aos matadouros ou intercetando camiões cheios de cães que se dirigem para o sul, onde ainda persiste a tradição do consumo da sua carne. Os traficantes são acusados não só de pegar cães abandonados, mas também de roubar os de estimação.

“Temos uma sensação de prazer quando conseguimos mudar o destino de um animal”, diz também à AFP Miss Ling, voluntária que ajuda um abrigo da ONG No Dog Left Behind (nenhum cão abandonado).

Além disso, a Organização Mundial da Saúde alertou que o comércio de cães espalha a raiva e aumenta o risco de cólera


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