Ela pede para morrer depois de ficar 10 anos com vendas nos olhos e tampões nos ouvidos…

Esta mulher foi forçada a viver com os olhos vendados no seu quarto escuro e com tampões nos ouvidos… E desde que foi obrigada a fazer isso já se passaram 10 anos, e ainda o continua a fazer… Mas chegou a um ponto em que pede apenas para morrer…

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Gina, de 40 anos, não pode sair de sua cama, em sua casa na Nova Zelândia, há anos, devido a uma doença extremamente rara que afecta os seus olhos, ouvidos, laringe e articulações.

O som e a luz causam danos terríveis em seu corpo e Gina é incapaz de falar. Ela só pode se comunicar por meio da utilização de um sistema de digitalização do alfabeto. A condição adquirida há uma década ainda é um mistério para os médicos, e todos os dias, desde então, representa uma verdadeira luta pela vida.

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Gina compartilhou sua história pela primeira vez num documentário realizado por produtores da Nova Zelândia. “Eu vivo forçada na escuridão e no quase silêncio total, pois som e luz causam mais danos aos meus olhos e ouvidos. Meus músculos se dissiparam, deixando-me com áreas de pressão dolorosas da cabeça aos pés. Eu também tive perda total de voz”, disse ela.

Gina diz no documentário que ela ama abraços, mas é incapaz de dar-lhes por conta da dor provocada em seus cotovelos. A condição cruel e debilitante não mostra sinais de melhoria e Gina quis compartilhar sua história em uma tentativa de obter a eutanásia voluntária legalizada na Nova Zelândia.

Gina acredita tragicamente que ela não tem mais nada para viver e quer o direito de escolher acabar com sua vida pacificamente. “Meu médico me daria o medicamento para dormir e, em seguida, eu morreria em paz, segurando a mão da minha irmã”, disse ela no documentário. “Eu acho que um Deus compassivo gostaria que às pessoas tivessem a opção de uma morte mais humana”, acrescentou.

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O director do documentário, Wendell Cooke, disse que ele tomou conhecimento da história de Gina e ofereceu-lhe um argumento convincente, justamente o de mostrar para as pessoas que seria importante que ela pudessem ter o direito de optar pela morte, caso estivessem sofrendo.

“Nossa motivação era fazer um filme que abrisse os olhos das pessoas para um movimento na Nova Zelândia que fornece às pessoas com doenças terminais e idosos informações sobre o final de vida escolhido” disse ele. “Queríamos destacar a atual lacuna na lei para as pessoas que podem querer considerar terminar suas vidas por conta de alguma doença e o impacto que esta lacuna tem sobre as pessoas comuns”, finalizou Cooke.

Fonte: Daily Mail