Ser feliz?

Muitas pessoas têm como maior desejo da sua vida serem felizes. No entanto, antes de querermos ser felizes, temos de saber de onde vem e o que significa, para nós, a própria felicidade – algo que varia conforme os princípios e os valores de cada pessoa.
A felicidade não virá essencialmente das coisas materiais, mas sim dos valores, dos sentimentos e/ou sensações que, de algum modo, nos deixam completamente radiantes. Sentimo-nos «felizes» quando somos apoiados por alguém importante para nós, quando sabemos ser dignos de confiança, quando somos livres e principalmente, quando somos amados. Então, a felicidade virá de valores como a amizade, a confiança, a liberdade e acima de tudo, o amor.
É profundamente errado quando alguém afirma ser feliz, quando não dá nem recebe amor de ninguém; é errado porque nunca ninguém se sentirá realizado sem ele, muito menos contente ou satisfeito com a própria vida. Num percurso tão complicado e confuso como a vida, nem sempre tudo correrá de feição, nem sempre será fácil enfrentar o perigo, suportar a dor, ultrapassar os medos ou desvendar o desconhecido sem ninguém que nos apoie. Precisamos de alguém que nos ajude a levantar quando caímos e que também diminua o impacto da queda, assim como necessitamos que nos façam ver a verdade, quando não somos capazes de o fazer sozinhos. Atitudes como estas requerem amor e se tivermos isso, existe uma grande porta que se abre para o que se pode chamar de uma “vida feliz”. Subitamente, com a capacidade de amar, possíveis obstáculos serão automaticamente mais fáceis de ultrapassar; os dias menos bons valerão a pena, apesar do que possa acontecer; a visão do mundo será diferente, talvez mais pacífica e feliz.
Com isto podemos ter a certeza de que o amor tem, de facto, um enorme impacto na nossa vida – e que é muito mais importante que todas as coisas materiais. Vejamos alguns exemplos: com certeza que terei uma vida muito confortável e prática se viver numa casa de luxo e equipada com as últimas tecnologias… mas de que valerá isso, se no final de contas nela não existir um ambiente de ternura e verdadeira família? Que importância terá um telemóvel topo de gama com todas as funcionalidades, se o amor que recebo é nulo? Nenhuma! Esta é a resposta correcta. Nenhum objecto, por muito fantástico que seja, substitui a atenção e o carinho que precisamos de ter no dia-a-dia.
Eu defendo que seremos felizes, se dermos tanto de nós como os outros dão de si e se, dentro de nós, houver uma confiança e uma força de vontade que nos levará muito longe na vida. Seremos felizes se tivermos coragem e determinação para lutar pelos nossos verdadeiros sonhos e desejos.
Ser feliz não implica necessariamente ter uma vida perfeita, pois perfeição não existe e é impossível de encontrar; mas encontraremos a felicidade se tivermos amor determinação e dentro de nós para transformar os obstáculos em lições, com as quais aprendemos a viver. A mais valiosa conclusão que retiro é: seremos felizes mediante a nossa capacidade de amar.
Beatriz Fonseca, 10º D
Como ser feliz?
A felicidade é um sentimento que nos faz sentir realizados, dependendo de cada um. Há quem dê mais valor aos bens materiais e que só pelo facto de os possuir se sentem felizes. Contrariamente, há quem discrimine os bens palpáveis e se dedique aos bens sentimentais. Para estas pessoas, um simples abraço é motivo para sorrir! A felicidade interfere na nossa personalidade. Suponhamos que alguém se questiona: “sentir-me-ei mais realizado se trabalhar arduamente durante esta semana e conseguir uma promoção no emprego ou se passar o Natal em casa com a família?” Uma pessoa materialista optaria pelo cargo no emprego, mas alguém mais dedicado aos pequenos prazeres da vida dedicar-se-ia à família.
Este sentimento, invisível aos nossos olhos, mas que nos faz sentir protegidos e realizados, varia de pessoa para pessoa. No meu caso, ter a minha família e os meus amigos comigo é a minha grande e verdadeira razão para sorrir. Já perdi pessoas, já perdi muito… Mas há coisas na vida que nos fazem progredir. Temos, em certas alturas, momentos de tristeza, é certo, mas as alegrias superam tudo.
Há coisas na vida, tão simples, tão vulgares, mas que são a razão do sorriso de tanta gente. Para quê andar num grande carro se podemos fazer um belo percurso, ao lado de alguém que gostamos e apreciando a paisagem que a Natureza nos dá?
Por vezes, só damos valor às coisas quando as perdemos, mas a felicidade constrói-se com positivismo e vontade de viver.
Resumindo, a felicidade é uma sensação agradável que nos faz sentir livres mas, ao mesmo tempo, presos a um momento positivo, do qual não queremos sair.
Haja guerra, haja pobreza, haja lágrimas, haja luta… haja um sorriso e positivismo em tudo na vida!
Catarina Lopes, 10º D

Qual o efeito da dessacralização do mundo na sociedade atual?

O termo dessacralização é sinónimo de secularização e, primitivamente, significava a permuta da posse de bens e instituições, como a civil e a educação, por exemplo, da igreja para o Estado. Atualmente, este vocábulo faz referência ao efeito de perder o caráter sagrado, ou seja, a sociedade mundial está a libertar-se do domínio religioso. Como tal, este situação tão presente no nosso quotidiano tem causas e consequências.
As sociedades Ocidentais, sobretudo as europeias, vivem num período de tolerância religiosa. Hoje em dia, a sociedade privilegia os valores materiais em detrimento dos valores espirituais. A ciência tem vindo a ocupar o lugar da religião como fonte de verdade. A falta de cumprimento dos votos pelos líderes religiosos como responsáveis por ensinar a doutrinas aos crentes da religião, como por exemplo, os casos de pedofilia praticados por padres, ou o facto dos sacerdotes e freiras já não cumprirem o voto de pobreza e começaram a ser egoístas, vivendo, por vezes, rodeados de luxo. Estes atos levam os crentes a sentirem-se repugnados, sendo este um dos motivos impulsionadores da dessacralização do Mundo e dos povos. Os vários regimes políticos, principalmente os de matriz marxista-leninista, difundiram uma perspetiva materialista da realidade, acabando por modificar a hierarquia de valores da sociedade. Em certos locais como a China e o continente Africano, a sacralização é um pretexto para a realização de atentados à vida humana, como a mutilação genital feminina, de modo a que esta não possa sentir prazer durante o ato sexual, tornando a dessacralização um ponto positivo nestas sociedades. As diversas vertentes da Religião apresentam uma doutrina. Cada vertente tem um conjunto de valores, tradições e costumes pelos quais os seus crentes se devem guiar. Assim sendo, quando um indivíduo não crê em nenhuma religião, o acesso ao conjunto de valores é mais difícil mas, como se encontra integrado numa sociedade onde a maioria dos indivíduos é crente, a convivência entre os crentes e não-crentes levará à homogeneidade da sociedade. Porém, quando a maioria de uma sociedade são ateus, a obtenção de princípios que os levarão a viver bem em sociedade será ainda mais difícil. Então, pode-se dizer que a dessacralização do Mundo leva à perda de valores e à impossibilidade de se atingir a felicidade plena. Na vida humana estão constantemente a surgir questões que nem a ciência, um grande impulsionador da dessacralização do Mundo, consegue responder. Pode-se tomar como exemplo questões relacionadas com o bem e o mal ou a vida e a morte. Perante esta situação, o Homem percebe que a ciência não responde a tudo, nem consegue solucionar todos os seus problemas. Aí se dá a ressacralização, onde a razão e a fé tentam conciliar-se e equilibrar-se.
O Homem é um ser religioso por natureza e procura na religião a felicidade. Com a dessacralização, os indivíduos que se emanciparam da tutela do sagrado não conseguem encontrar a felicidade plena, tornando-os seres infelizes. É por esta razão que, nos últimos anos, se tem verificado um ligeiro retrocesso da secularização, que também se deve ao aumento do diálogo inter-religioso e da ligação entre a fé e a razão.
Joana Ferreira, nº15, 10ºE
Hotel Rwanda

O filme “Hotel Ruanda” descreve uma guerra civil, em 1994, na capital de Ruanda, Kigali, entre Hutu e os rebeldes Tutsi. Durante o enredo, podemos observar a discriminação e o ódio que os Hutu sentem pelos Tutsi, devido a um acontecimento passado, chegando a levar à morte de quase um milhão de pessoas Tutsi.
A personagem principal, Paul Rusesabagina, gerente do hotel Les Mille Collines, demonstra uma enorme coragem, sendo Hutu, e protegendo a sua família e vizinhos Tutsi, no hotel. Assim que a guerra começa, Paul emociona tudo e todos tentando, por todos os seus meios, proteger e evacuar todos os refugiados, mesmo depois disso lhe ser negado.
Penso que, no filme, o que mais nos impressiona e choca, é que todos os acontecimentos relatados aconteceram mesmo e que pouco ou nada, foi feito para o impedir. Devemos ter em consideração o que se passa no mundo à nossa volta, não ignorando os que sofrem pois, situações como esta, acontecem a todas horas, minutos e segundos. Se pensarmos bem, está a acontecer agora num qualquer lugar remoto do mundo.
Isabel Moreira, 10º D
Opinião sobre o filme “Hotel Ruanda”
O filme “Hotel Ruanda“ é um retrato da discriminação. No século 20 entre dois povos, no país Ruanda, cuja capital em Kigali.
O filme retrata a realidade que, infelizmente, ainda existe nos nossos dias.
O gerente do Hotel, Paul, foi a personagem mais marcante e corajosa do filme. Na minha opinião, a personagem agiu correctamente, não fez distinção nenhuma, pelo contrário, ajudou o povo Tutsi. Foi de grande coragem quando sacrificou a mulher e os filhos para poder ajudar os seus empregados do hotel e também as crianças do orfanato. Em relação ao apoio da equipa da ONU, penso que eles agiram muito mal, porque deviam defender, deviam ter disparado com os Hutu para defenderem os Tutsi.
Fiquei estupefacta quando o jornalista disse ao gerente que não valia a pena mostrar ao resto do mundo, porque as pessoas continuariam nos seus lugares e não fariam nada para tentar parar ou evitar a guerra entre aqueles dois povos. Não consegui perceber, não achei justo o facto das tropas belgas terem ido apenas buscar a população europeia e terem abandonado a população negra.
O filme dá uma lição muito grande: às vezes basta uma pessoa para mudar tudo e ajudar muitas pessoas.
Ana Luísa, 10º D
Análise do filme: Hotel Ruanda O filme “Hotel Ruanda” representa um acontecimento verídico, considerado genocídio, em Ruanda, em 1994. A divisão entre as duas populações (hútus e tutsi) foi o resultado da colonização belga, o que criou uma grande rivalidade entre as duas etnias, o que levou à intervenção da ONU para manter a paz. Paul Rosebagina, de origem hutu, foi gerente do Hotel Des Mille Collines e durante esta época de guerra, abrigou centenas de tutsis, incluindo a sua família de origem tutsi (esposa de Rosesabagina). Paul usou os seus conhecimentos de gerente e o dinheiro que tinha arranjado para manter a sobrevivência dos seus vizinhos tutsis, arriscando a sua própria vida. Joana Ferreira
O filme apresenta uma perspetiva complexa, em que mostra o Genocídio e, também, como a população inocente reage e é afetada pela violência entre as etnias. É ainda uma crítica às Nações Unidas e à sociedade internacional na qual, a população esperava uma intervenção para o massacre pelo qual estavam a passar. Para além dos massacres, “Hotel Ruanda” demonstra o medo que a população sentia, a força, a determinação e o valor humanitário por parte de Paul em salvar todas as pessoas que podia e o apoio emocional que a sua esposa Tatiana teve no decorrer do filme.
“Hotel Ruanda” apresenta uma visão real dos massacres a todas as classes sociais tutsis e igualmente aos hutus que negaram a sua participação no genocídio, apresenta as estratégias e o esforço que a população teve em conseguir sobreviver e ajudar-se durante o genocídio, com a falta de ação da ONU e outras organizações como a Cruz Vermelha. No fim, Paul quando se prepara para ir embora, encontra as suas sobrinhas e outras crianças “abandonadas” que também quer que estejam em segurança, acabando por as levar para o autocarro que partia e dizendo: “Há sempre um lugar”, o que representa a bondade que Paul teve durante o massacre, salvando inúmeros tutsi de diversas maneiras e acabou por ser uma personagem verídica importante não só para o filme mas para o mundo real, transmitindo que o valor humanitário e a coexistência são fatores importantes para organizar uma sociedade pacifista, sem guerras e genocídios como os acontecimentos em Ruanda.
Nº15, 10ºE
Como ser feliz?

Todos nós tentamos fazer de tudo para ter uma vida estável, logo uma vida feliz.
Todos estudamos e tentamos obter bons resultados, para entrarmos na faculdade, para que possamos ficar economicamente estáveis, para podermos casar, ter e dar uma boa vida aos nossos filhos. Nem todos seguem à regra, mas é o que a maior parte das pessoas quer, ser feliz e viver em felicidade.
Mas será que existe uma fórmula para ser feliz?
Será que podemos garantir a nossa felicidade?
Se assim o fosse, não haveria pobreza, não haveria a morte, pois ninguém quer perder alguém que ama e deixar de ser feliz.
Será a felicidade (algo) egoísta?
Cada um quer que nada aconteça aos seus entes próximos, não se preocupando com os outros. Mas e se os “outros” também não se preocuparem com os “nosso”?
Todos passamos por momentos de tristeza e várias vezes nos questionamos porquê.
Porque sofremos? Porque nos sentimos tristes?
O certo é que não há forma de garantir que seremos felizes, pelo menos sempre, pois é meramente impossível evitar certos atos que nos magoam ou nos deixam tristes.
Aquilo que todos podemos, e devemos fazer, é quando nos colocarem pedras à frente, tentarmos construir algo bonito com elas.
Ana Catarina Oliveira, nº.2
10º E
Pág. 1 de 2


